Indicadores ISAE destaca as várias previsões do PIB

Entidades divergem sobre expectativa do porcentual de crescimento do Brasil em 2017

CURITIBA- O Painel de Conjuntura Macroeconômica do ISAE – Escola de Negócios da segunda semana de abril destaca as diferentes previsões de entidades sobre a perspectiva de crescimento do PIB brasileiro: a análise mostra que, dependendo do órgão, o país deve crescer entre 0,70 (Ipea) e 0,20% (FMI) – ficando com uma média de 0,49%. De acordo com o Fundo Monetário, o resto do mundo deve avançar 3% em suas economias, o que deixa o Brasil em um crescimento aquém da média mundial.
“Apesar do ânimo dos empresários e dos consumidores estar baixo, ganha terreno a perspectiva positiva”, salienta o Comitê Macroeconômico responsável pelas análises, coordenado pelo professor do Mestrado em Governança e Sustentabilidade do ISAE, Rodrigo Casagrande, e pelo executivo de finanças da Renault, Fabio Alves da Silva. Porém, de acordo com os especialistas, há visões mais pessimistas no mercado que dizem que, se houver qualquer crescimento, “será uma grande vitória”.
A publicação examina ainda as expectativas da taxa Selic para 2017 e 2018 – hoje, o porcentual é de 11,25%. De acordo com os especialistas, o COPOM precisa manter três cortes consecutivos de 1 ponto porcentual e um ajuste final em setembro. “Assim, teríamos um quarto trimestre de estímulo para a economia em 2018”. Mesmo assim, os professores frisam que a inflação em queda está ancorada pela “inanição da economia”, e que a recuperação deve ser lenta.

Renda

Apesar da taxa de desemprego em 13,2%, a renda do trabalhador avançou um pouco no primeiro trimestre do ano, em 0,9%. O aumento se deve ao rendimento médio do trabalhador do setor público (crescimento de 3,2%), 2% entre trabalhadores do setor privado sem carteira assinada, 0,6% entre trabalhadores do setor privado com carteira assinada e 0,5% entre trabalhadores domésticos e de serviços.
O Painel desta semana também apresenta dados sobre dólar e balança comercial do Paraná, que apresentou superávit até março deste ano.

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